A Mochila Maluca
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    Eduardo Valente, dezembro de 2005
    O nome já desmotiva, né? Fracasso ?!?!?! Pôxa vida... Se é prá fracassar, por que começar, não é mesmo?

    Mas é exatamente o contrário, pessoal. Alguns acham que o culpado de tudo isto é um tal de Murphy, que formulou uma lei besta só prá sacanear a gente. Mas não é bem assim.

    Toda empreitada que a gente se dispõe a fazer tem embutido, como parte integrante do pacote, um fator de risco, uma chance de dar errado. Não é 100%, graças a Deus, mas quanto maior a dificuldade, maior o risco.

    Então, você tem duas opções: achar que tudo vai correr maravilhosamente bem e todo mundo vai ficar feliz ou... algo vai dar errado e, se você não estiver preparado, alguém não vai ficar feliz!

    Bom... voltemos ao nosso amigo Murphy. Sua lei diz: "Se algo pode dar errado, vai dar errado". Vamos dizer que isto seja verdade (nem sempre é...) e imaginar o que podemos fazer.

    Se você vai sair de barco, pode ser que o barco vire. O que você leva então? Colete salva-vidas! E se você sair para um trekking? E se chover? Capa de chuva!

    Considerar o Fator Fracasso é justamente isto! Aceite que as coisas não serão perfeitas, imagine o que pode dar errado e quais são as chances de isto acontecer. Gerencie seu risco antes de sair de casa, porque quanto for a hora da aplicação da lei, ou você está preparado ou vai sofrer com as conseqüências, por mais doloridas que sejam.

    Em se tratando de natureza, vale sempre dizer: Não a subestime! Você não tem noção do que uma tormenta no mar ou uma tromba d'água ou uma invasão de mutucas até que ocorre. Mesmo sem noção, dá prá acionar o fator-fracasso e pensar em alguma contingência na segurança do lar.

    Também não superestime as possibilidades. Levar um agasalho que aguente vinte graus negativos, que ocupa todo o espaço na sua mochila, só porque você ouviu falar que já fez frio de menos cinco no Itatiaia, normalmente é exagero.

    O divertido é testar o fator fracasso em viagens menores, em que o risco de vida é nulo, ou quase. Você pode testar no seu trabalho também... divirta-se! Vale prá quebrar a monotonia!

    Enfim, acho que consegui passar a idéia de que uma palavra tão feia como fracasso pode não ser tão ruim assim.

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